Tu e Eu & Eu e Tu

Um blog de algodão doce

Não basta amar, é preciso saber amar Dezembro 31, 2007

Filed under: Eu — hanokas @ 5:46 pm

Por vezes deparo-me com uma simples pergunta, simples que tem como resposta algo deveras complicado, complicado como o amor.

Será que podemos amar demasiado ou simplesmente amamos demais, desejamos demais, queremos demais enfim tudo demais. O demais talvez não seja tão demais, ou se quer ou não se quer: Simples. Não, não é assim tão simples. Não basta querer, é preciso poder; não basta desejar, é preciso ser-se desejada; não basta querer, é preciso dar para receber como também não basta amar, é preciso saber amar.

Saber amar é estar presente, não enxugar as lágrimas mas sim evitar que elas se derramem, não perdoar mas sim entender o porquê de ser perdoado e o porquê de se ter errado. Saber ouvir e saber falar, saber gostar e saber amar.

Nesta quadra natalícia desejo que todos entrem no Novo Ano com muita vontade de amar, de serem felizes e acima de tudo, lol, de serem muito muito felizes.

FELIZ ANO NOVO

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Morte Dezembro 14, 2007

Filed under: Eu — hanokas @ 3:11 pm

E se eu morresse hoje no teu quarto,
Só contigo a meu lado, gostaria modestamente,
Que tu não desses muita importância ao facto,
E gostava que tu te fosses divertir, mas…
Se na realidade existe vida depois da morte,
Gostaria que me segurasses a mão e me beijasses a face,
Para logo a seguir sorrires,
Porque o teu sorriso é a minha razão de viver,
E se eu puder, mesmo depois de morto,
Observar essa tua expressão será a minha razão de continuar morto.
Black Sun

 

O homem que confessa os seus pecados nunca é o mesmo que os cometeu Dezembro 13, 2007

Filed under: Eu — hanokas @ 5:42 pm

Monstro, robot, escravo, ser maldito – pouco importa o termo utilizado para transmitir a imagem da nossa condição desumanizada. Nunca a condição da humanidade no seu conjunto foi tão ignóbil como hoje. Estamos todos ligados uns aos outros por uma igniminiosa relação de senhor e servo; todos presos no mesmo círculo vicioso entre julgar e ser julgado; todos empenhados em destruir-nos mutuamente quando não conseguimos impor a nossa vontade. Em vez de sentirmos respeito, tolerância, bondade e consideração, para já não falar em amor, uns pelos outros, olhamo-nos com medo, suspeita, ódio, inveja, rivalidade e malevolência. O nosso mundo assenta na falsidade. Seja qual for a direcção em que nos aventuremos, a esfera de actividade humana em que nos embrenhemos, não encontramos senão enganos, fraudes, dissimulação e hipocrisia.

Conhecer do facto de que, por muito alto que estejam colocados, os homens não conseguem, não ousam, pensar livremente, independentemente, quase desespero de me fazer ouvir. E se falo ainda, se me arrisco a exprimir os meus pontos de vista sobre certas questões fundamentais, é porque estou convencido de que, por muito negro que seja o panorama, uma mudança drástica é, não só possível, mas até inevitável. Sinto que é meu direito e meu dever de ser humano promover essa mudança. Sem querer, de modo algum, vangloriar-me, gostaria de fazer notar que ao longo de toda a minha obra se encontram provas de que eu próprio sofri uma transformação: e é perfeitamente óbvio e claro que o homem que narra a história da sua vida não é o mesmo que o «herói» que percorre as páginas desses romances autobiográficos. O homem que confessa os seus pecados, os seus crimes ou os seus erros nunca é o mesmo que os cometeu.

Henry Miller, in “O Mundo do Sexo”

 

Lar, doce lar Dezembro 4, 2007

Filed under: Blogroll — hanokas @ 4:23 pm
Aqui sentada neste banco de jardim vejo um mundo cinzento e triste.
Triste como que a imaginar que o fim está próximo.
Olho o mundo com os meus olhos marejados de lágrimas que teimam em escorrer pelo meu rosto. Terá sido uma partida da vida? Uma rasteira ou uma lição?
Mas não fico à espera da resposta, levanto-me, ergo a cabeça e caminho pelo mundo ao invés de ver o mundo a passar por mim.
Agora o mundo ganhou cor, alegria, forma e as flores cheiro.
É para este mundo alegre que eu caminho onde existe um lugar aconchegante, onde tenho dois braços à minha espera, onde sei que irei ser feliz.
A este lugar chamo “meu”, a este lugar chamo casa.