Por vezes deparo-me com uma simples pergunta, simples que tem como resposta algo deveras complicado, complicado como o amor.
Será que podemos amar demasiado ou simplesmente amamos demais, desejamos demais, queremos demais enfim tudo demais. O demais talvez não seja tão demais, ou se quer ou não se quer: Simples. Não, não é assim tão simples. Não basta querer, é preciso poder; não basta desejar, é preciso ser-se desejada; não basta querer, é preciso dar para receber como também não basta amar, é preciso saber amar.
Saber amar é estar presente, não enxugar as lágrimas mas sim evitar que elas se derramem, não perdoar mas sim entender o porquê de ser perdoado e o porquê de se ter errado. Saber ouvir e saber falar, saber gostar e saber amar.
Nesta quadra natalícia desejo que todos entrem no Novo Ano com muita vontade de amar, de serem felizes e acima de tudo, lol, de serem muito muito felizes.
Monstro, robot, escravo, ser maldito – pouco importa o termo utilizado para transmitir a imagem da nossa condição desumanizada. Nunca a condição da humanidade no seu conjunto foi tão ignóbil como hoje. Estamos todos ligados uns aos outros por uma igniminiosa relação de senhor e servo; todos presos no mesmo círculo vicioso entre julgar e ser julgado; todos empenhados em destruir-nos mutuamente quando não conseguimos impor a nossa vontade. Em vez de sentirmos respeito, tolerância, bondade e consideração, para já não falar em amor, uns pelos outros, olhamo-nos com medo, suspeita, ódio, inveja, rivalidade e malevolência. O nosso mundo assenta na falsidade. Seja qual for a direcção em que nos aventuremos, a esfera de actividade humana em que nos embrenhemos, não encontramos senão enganos, fraudes, dissimulação e hipocrisia.